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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Deputados desaprovam fechamento de escolas


O provável fechamento de algumas escolas estaduais anunciado ontem pela Secretaria Estadual de Educação (Seed) repercutiu negativamente ontem entre os deputados durante sessão da Assembleia Legislativa (AL). São escolas que atualmente funcionam em imóveis alugados e, conforme a proposta do governo estadual, os alunos seriam realocados em outras unidades, de propriedade do Executivo, que possuem salas ociosas. As transferências dos alunos serão para escolas da mesma área de abrangência, o que geraria uma economia de cerca de R$ 15 milhões. (leia mais sobre o assunto na página 6). 
Os parlamentares afirmam que a medida foi anunciada sem ser debatida com a comunidade escolar e esperam que o governo reveja tal decisão. Hussein Bakri (PSC), presidente da Comissão de Educação da AL, informou que vai tentar marcar uma audiência com a secretária Ana Seres para saber a real situação destas escolas e a necessidade de fechamento das turmas. "Nunca fui favorável ao fechamento de escolas e nunca serei. Que nos digam efetivamente caso a caso para que possamos entender, mas do que jeito que está não dá para ficar", ressaltou. 
Mesmo sendo vice-líder do governo na Casa, Bakri cobrou uma postura do governo sobre a decisão. "Posso afirmar, de forma categórica, que existe sim um interesse inequívoco por parte do governo na discussão deste assunto. Durante uma reunião que realizamos algumas semanas atrás, ficou acertado que não seria tomada nenhuma atitude até que nós, da Comissão de Educação, em consonância com a APP-Sindicato (entidade dos professores) apresentássemos nossos pontos de vista sobre a questão", afirmou. 
Segundo o deputado Professor Lemos (PT) em nenhum momento houve um debate com a comunidade escolar. Ele destaca que o fechamento das escolas vai causar um enorme prejuízo porque muitos alunos vão acabar desistindo de estudar devido à distância dos outros estabelecimentos. Outro ponto ressaltado por ele é a possibilidade de lotação em algumas salas de aula com o remanejamento de estudantes. "A qualidade da educação cai na medida em que você vai colocando muitos alunos em sala de aula. Esta medida do governo de querer economizar na educação não dá certo em lugar nenhum do mundo. A educação merece ser tratada com respeito", disse. 
O líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), até defende a necessidade de discutir a questão, mas destacou que o assunto se tornou mais um "factoide". Segundo ele, informações divulgadas na mídia acabam promovendo uma "desinformação". "O diálogo com a comunidade é fundamental, por meio dos núcleos regionais de educação, mas do jeito que o debate está sendo conduzido leva à desinformação", criticou. 
Segundo o peemedebista, a Seed discute anualmente com sua área técnica como aproveitar melhor os espaços públicos para não deixar salas de aula vazias. "E isso é um desafio, principalmente porque haverá um aumento de matrículas especialmente nas grandes cidades por conta da crise econômica. Alunos de escolas particulares migrando para estabelecimentos públicos. Por outro lado há uma necessidade de se economizar recursos públicos que são escassos", alegou.

Rubens Chueire Jr.
Reportagem Local

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