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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Casos de microcefalia sobem 68% no País

Em uma situação inédita, o País já registra 1.248 casos suspeitos de microcefalia, má-formação do cérebro que pode trazer sequelas ao desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Os registros já ocorrem em 311 municípios de 14 Estados, segundo boletim atualizado do Ministério da Saúde divulgado ontem. O avanço de casos tem surpreendido o governo e profissionais de saúde. Para comparação, na última semana, o boletim apontava 739 casos - um aumento de 68%. Segundo o Ministério da Saúde, o avanço na epidemia está ligado ao agente tido como causador da complicação em gestantes, o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. No sábado, após resultado de exames em um recém-nascido diagnosticado com a má-formação, o governo confirmou a relação com o vírus. Antes, análise de amostras coletadas em gestantes já apontavam indícios da relação. Entre os Estados, Pernambuco registra o maior número de casos, com 646 registros em investigação. Em seguida, estão Paraíba, com 248 ocorrências, Rio Grande do Norte, com 79, e Sergipe, com 77. Também já informam casos Alagoas (59), Bahia (37), Piauí (36), Ceará (25), Rio de Janeiro (13), Tocantins (12), Maranhão (12), Goiás (2), Mato Grosso do Sul (1) e Distrito Federal (1). De acordo com o Ministério, todos os casos contabilizados no novo balanço se referem a recém-nascidos. Em alguns Estados, no entanto, já há grávidas com fetos que foram diagnosticados com microcefalia ainda durante a gestação. Além do avanço nos registros, o número de mortes de bebês em investigação também cresceu e já abrange sete casos em três Estados. Em um destes casos, o de um bebê no Ceará que morreu após o parto, análise de amostras de sangue e tecidos deram resultado positivo para o vírus zika. Novos testes devem ser feitos nos demais bebês.
Natália Cancian
Folhapress

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