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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

‘Picuinhas’ políticas prejudicam população em cidades paranaenses

Nesse começo do ano eleitoral, os poderes Executivo e Legislativo das cidades de Paranacity (Noroeste) e Cafelândia (Oeste) entraram em rota de colisão e quem sofreu as consequências foram os contribuintes. Com acusações mútuas entre os grupos, o debate público acabou contaminado com as diferenças partidárias e o prejuízo recaiu diretamente sobre os serviços que devem ser ofertados à população. 
Conforme já noticiado pela FOLHA, os vereadores de Paranacity, alegando interferência da administração municipal, reprovaram tanto a proposta de lei orçamentária como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipuladas pela prefeitura para 2016. Com 10 mil habitantes, a pequena cidade do Noroeste ficou impedida de realizar empenhos financeiros e paralisou serviços. 
Finalmente, ontem, segundo o diretor da Câmara, Leonardo Syduloviez, foi realizada sessão extraordinária onde o orçamento de R$ 36 milhões foi aprovado por unanimidade. "Acho que foi mesmo picuinha política entre eles, pois faltava incluir na LDO a Câmara de Vereadores, que ficaria sem recursos", opinou Syduloviez. A maioria dos parlamentares está na oposição à prefeita Ednea Buchi (PSDB). 
A prefeita não foi localizada pela reportagem, mas o advogado que representa a prefeitura, Maurício Carneiro, já havia feito críticas aos vereadores em entrevista à FOLHA. "Desde o começo do governo, a Câmara tem reprovado projetos importantes para a cidade." 
Em Cafelândia, depois do atraso para o pagamento do salário dos servidores, a Câmara cumpriu determinação judicial e votou ontem o remanejamento orçamentário solicitado pelo prefeito Valdir Andrade da Silva (DEM), no ano passado. O texto aprovado liberou R$ 1,8 milhão para que o chefe do Executivo fizesse o repasse ao funcionalismo. 
Do grupo político contrário a Silva, a presidente da Casa, Terezinha Hellmann (PMDB), argumentou que o pedido do prefeito foi apresentado na "última hora" e que "o pagamento da folha deve ser planejado com antecedência". "A perseguição política ocorreu da parte dele para deixar os servidores contra os vereadores, mas não conseguiu", alfinetou ela. O prefeito em exercício Junior Motter (PSDB) foi procurado, mas não retornou as ligações. Em nota, o Executivo diz que "os vereadores engessaram a administração autorizando apenas 2% de remanejamento em 2015". Segundo Terezinha, falta transparência à gestão. "A Câmara tem tentado manter uma relação harmoniosa com a prefeitura, mas está impossível", finalizou.
Edson Ferreira
Reportagem LocalFolhaWeb

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