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domingo, 23 de junho de 2013

Após ser cobrado, Romário rebate críticas de Ronaldo

A polêmica envolvendo Romário e Ronaldo está longe de ter um fim. Na manhã deste domingo, o ex-atacante da seleção brasileira, por meio de uma carta aberta publicada no Facebook, criticou o membro mais ilustre do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Logo no começo do texto, Romário nega estar se aproveitando das manifestações populares que assolaram o Brasil nas últimas semanas e ressaltou seus trabalhos na Câmara dos Deputados.

"Uma coisa que você (Ronaldo) não deve saber, é que uma das funções de deputado é fiscalizar, além da CBF, entidades como a que você faz parte, o Comitê Organizador Local (COL). E ninguém pode dizer que não tenho feito isso. São incontáveis os relatórios divulgados por mim sobre o excesso de gastos. Visitei todas as cidades-sede para fiscalizar obras de mobilidade, aeroportos, estádios e acessibilidade. Minha função não permite ações mais efetivas. Fica a cargo do Executivo dar a canetada final", disparou Romário.

A polêmica entre os dois ex-jogadores começou com a publicação de um vídeo de 2011, onde Ronaldo disse que "não se faz Copa do Mundo com hospitais". Romário criticou o ex-companheiro de seleção brasileira, que revidou em entrevista coletiva concedida no último sábado, afirmando que "não adianta só apontar o dedo, tem que fazer alguma coisa".

Dentre vários pontos, Romário destacou a tentativa de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF e as negociações para flexibilizar a Lei Geral da Copa, sugerindo que a Fifa deixasse 10% do lucro da Copa do Mundo para investimento "no futebol de base e outros esportes praticados por pessoas com deficiência". Por último, o ex-jogador cobrou os 32 mil ingressos prometidos pelo COL para pessoas de baixa renda com deficiência física.

"Aliás, nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência de baixa renda", finalizou.

Agência Estado

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