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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

São Jerônimo da Serra, 159 anos de História

V
Vista àrea de São Jerônimo da Serra
Nos anos de 1840, e na década seguinte as frentes colonizadoras atingiram o Rio Tibagi, região do planalto, no ponto que pode considerar território dos Kaigangs. As expedições exploradoras da Bacia do Rio Tibagi tinham como objetivo abrir um caminha a partir do Porto de Antonina, aldear os índios e assim liberar as terras para a colonização. Sob os planos de um homem ambicioso e prático, o Sr. João da Silva Machado, que procurou desempenhar com eficiência a missão confiada a ele por D. Pedro II., onde deveria ser fundado às margens do Rio Tibagi e Paranapanema, oito aldeamentos e uma colônia agro militar, para manter a segurança de suas bases de ocupação e, para ele, as conquistas
A colonização do sertão, deu-se com a abertura de uma picada, ordenada pelo Barão de Antonina, para que viesse a facilitar os deslocamentos para o Mato Grosso, através das vias naturais dos Rios Tibagi, Paranapanema, Ivinhema e Brilhante. Esta picada desenvolveu-se pelos fundos do Campo da Lagoa e foi ter à margem direita do Rio Tibagi, no lugar denominado Jataí, mais tarde onde se localizaria a Sede da Colônia Militar de Jataí. A Colônia Militar foi criada pelo Decreto nº 751, de 2/01/51 e instalada a 11/08/55, à margem direita do Rio Tibagi na desembocadura do Rio Jataizinho.

O Aldeamento de São Pedro de Alcântara foi instalado na margem esquerda do mesmo rio, defronte à Colônia Militar, pressupondo assim uma mútua cooperação, pois segundo o Barão de Antonina, o aldeamento deveria garantir a segurança da região através da pacificação dos Kaingangs, habitantes das florestas próximas à Colônia Militar. Na visão do Barão de Antonina, os Kaingangs eram uma ameaça. Habilmente concebeu a idéia de contrapor a eles um grupo, os Guarani Kayuá, nação aldeada no Mato Grosso, foram motivados a se deslocarem para o Aldeamento de São Pedro de Alcântara. A tarefa ficou a cargo do agrimensor João Henrique Elliot, enviado por Joaquim Francisco Lopes para convencer os Kayuá a deixarem o Mato Grosso, já que eles viviam entre nações inimigas que atacavam suas aldeias, roubando suas mulheres e os filhos para reduzi-las ao cativeiro. A 21 de novembro de 1852, após 41dias de caminhada, os Kayuá chegaram a Jatái. Foram recebidos com ovação, tiros de fuzis.

No processo de aldeamento imposto aos Kaigangs, houve na integração indígena uma tentativa de forma branda e pacífica, através do incentivo aos casamentos mistos e à catequese promovida por Missionários Capuchinhos que desde 1840 trabalhavam com as expedições colonizadoras. O Território Kaingang compreendia todas as florestas e região serrana da bacia do Rio Tibagi e seus afluentes. Portanto, a expansão da cultura branca se fez plantando enclaves em território Kaingang.

Finalmente em 1852 foi inaugurado o Aldeamento de São Pedro de Alcântara, com dois tipos de propriedades: dos brancos com lotes no perímetro urbano e os do Kayua terras coletivas para a lavoura. A partir de então, inicia-se a história propriamente dita de São Jerônimo da Serra, pois de Jataí os desbravadores subiram até a foz do rio São Jerônimo e seguiram até atingir sua cabeceira, de onde rumaram sobre o divisor de águas do São Jerônimo e Tibagi da Ribeira (conhecido atualmente pela denominação de Tigre), onde iniciaram a fundação do aldeamento indígena no local. A região era habitada pelos índios Kaingangs, e para incentivar o serviço de catequização dos silvícolas, o governo do Império enviou a expedição àqueles sertões. Iniciou-se então, um pequeno povoado que recebeu o nome de aldeamento de São Thomaz de Papanduva, instalado em março de 1854, sob a direção do mesmo sertanista Joaquim Francisco Lopes que havia iniciado o desbravamento da região. O aldeamento aos poucos foi se tornando conhecido por viajantes, forasteiros, que por ali passavam, ocasião em que muitos se deixaram ficar, formando assim um discreto arraial.
Em 1867 houve uma substituição na direção do aldeamento já com a denominação de São Jerônimo. O comando foi entregue a Frei Luis de Cemitille, que recebeu logo após ordens oficiais do Barão de Antonina para a fundação e organização do aldeamento. Assim, já em 1867, São Jerônimo da Serra tinha existência oficial. A primeira grande obra mandada erigir por Frei Luis de Cemitille foi uma capela como devoção a São Jerônimo, o padroeiro da cidade. A situação privilegiada em que se encontrava o povoamento atraiu para si um grande contingente humano que imprimiu um inusitado ritmo de progresso, tanto assim que a 23 de fevereiro de 1920, Deolindo Correa de Mello conseguiu a elevação a Município pela Lei nº 1918. Em 1943 criou-se a comarca de São Jerônimo. Um rápido retrocesso na vida da cidade foi o rebaixamento a Distrito de Congonhinhas, todavia a Lei nº 2 de 10/10/47 elevou-se novamente à categoria de Município e em fevereiro de 1949 foi estabelecida novamente a comarca.

Turismo:
O município de São Jerônimo da Serra é conhecido na região por suas cachoeiras, cavernas e outras belezas naturais. Além disso, engloba duas áreas indígenas federais. Em linhas gerais, seus principais pontos turísticos são: Praça Coronel Deolindo (a praça da Igreja Matriz); Museu Histórico Municipal de São Jerônimo da Serra; Salto do João Nogueira; Hotel Cruzeiro (tradicionalíssimo hotel, famoso por sua comida "caseira"); Igreja Matriz de São Jeronimo; Pousada Caminho das Águas Mansas; Hospital da Sociedade Filantrópica Humanitas (referência em tratamento de doenças dermatológicas); Portal Turístico; Aldeias indígenas; Cachoeira do Padre; Cachoeira do Caratuva; Caverna do Arco Verde e Rio Tigre.

Portal de Entrada
Rio Tibagi
Rio do Tigre
Cachoeira Vale Verde
Igreja Matriz

Cachoeira do Padre




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