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quarta-feira, 30 de abril de 2014

No Paraná, PMDB descarta prévias

O PMDB no Paraná marcou para 14 de junho a convenção que irá definir os rumos do partido nas eleições de outubro. A ideia de promover prévias, com o objetivo de antecipar as discussões sobre o posicionamento da legenda - se a favor de candidatura própria ou coligação -, porém, foi descartada. A informação foi confirmada na sessão de ontem da Assembleia Legislativa (AL) pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que é membro da Executiva Estadual. 

Segundo o parlamentar, os prazos para a realização das prévias eram "inexequíveis". "Após a convenção, a legenda terá 24 horas para comunicar a decisão à Justiça Eleitoral. Essa data ainda pode mudar, mas na segunda-feira isso já deve ser sacramentado", afirmou. 

De acordo com Romanelli, existem quatro caminhos possíveis - as candidaturas de Roberto Requião ou Orlando Pessuti, a última menos provável, e as alianças com Gleisi Hoffmann (PT) ou Beto Richa (PSDB). Dos 13 membros da bancada do PMDB na AL, contudo, dez hoje estariam mais propícios à coligação com os tucanos. Neste caso, o presidente estadual da legenda, Osmar Serraglio, e o deputado estadual Caíto Quintana surgem como principais nomes para ocupar o cargo de vice-governador na chapa. Os outros três integrantes - Anibelli Neto, Cleiton Kielse e Waldyr Pugliesi - pendem mais para os lados de Requião ou Gleisi. 

"Se fôssemos apoiar alguém que estivesse próximo do meu gosto ideológico seria o PT, apesar de todos os problemas. Essa possibilidade está praticamente descartada, mas em política tudo é possível", disse Pugliesi. Ele contou que avaliou de maneira negativa a desistência das prévias. "Faz tempo que me sinto numa posição minoritária dentro do partido, porque a maioria flagrante é pela coligação. Nos últimos tempos, alguns, como o (Leonel) Brizola falava, estão costeando a cerca."
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local FolhaWeb

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