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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Filhos de prefeito, vereadores e empresários são presos em operação do Gaeco


Três vereadores, secretários municipais, servidores, empresários e dois filhos do prefeito de São Jerônimo da Serra foram presos nesta quarta-feira (6) em operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O Ministério Público apura desvio de recursos públicos na administração Adir dos Santos Leite (PSDB). O chefe do Executivo, conforme o MP, seria a principal peça do suposto esquema. 

Foram decretados, pela Justiça, ​18​ mandados de prisão (sendo 12 preventivas e ​6​ temporárias). A Justiça também deferiu mandados de busca em 55 locais, incluindo a prefeitura municipal, casas e empresas, e decretou a quebra de sigilo bancário de 51 pessoas e empresas. 

Em entrevista à rádio Paiquerê AM, o promotor Claudio Esteves informou que o MP também pediu a prisão de Adir. A solicitação foi negada pelo Tribunal de Justiça. O prefeito possui foro privilegiado. A Justiça também não autorizou a prisão da esposa dele. 

A investigação está em curso há aproximadamente cinco meses e aponta que pessoas ligadas à prefeitura de São Jerônimo da Serra constituíram organização criminosa, juntamente com particulares, para desviar dinheiro público, praticando crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação e organização criminosa. 

Segundo a Paiquerê AM, entre as situações "escancaradas" da farra com o dinheiro público, os envolvidos abasteciam seus carros, de familiares e até de amigos próximos e pagavam com dinheiro do município. 

O prefeito do PSDB foi encaminhado à delegacia de São Jerônimo da Serra para prestar esclarecimentos. Os policiais encontraram três armas de fogo na casa de Adir dos Santos Leite. O promotor Claudio Esteves adiantou que vai reforçar o pedido de prisão do político. "O pedido de prisão não tem relação com posse ilegal de armas, mas sim devido às investigações no decorrer desses cinco meses", reforçou, em entrevista coletiva. 

Ainda segundo ele, os documentos analisados nas investigações apontam fortes indícios da prática dos crimes. "Nós vamos evitar tipificar o comportamento de cada suspeito no suposto esquema pois as investigações ainda não estão concluídas", ponderou. 

A Operação Sucupira é realizada por seis promotores de Justiça, auditores e servidores do Ministério Público do Paraná, conta com o apoio da Polícia Militar (P2) e da Polícia Civil (Denarc e Corregedoria). As medidas estão sendo cumpridas em oito municípios paranaenses: São Jerônimo da Serra, Santa Cecília do Pavão, Maringá, São Sebastião da Amoreira, Fazenda Rio Grande, Pinhalão, Nova Santa Bárbara e Mandirituba. 

Os presos na operação do Gaeco estão sendo transferidos para a unidade II da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II). Duas mulheres serão conduzidas ao 3º Distrito Policial. A relação dos nomes ainda não foi oficialmente confirmada.

Bonde

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