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domingo, 30 de novembro de 2014

Após reajuste, pedágio do Paraná é o mais caro do MUNDO !exercicios

O governador Beto Richa (PSDB) autorizou novo aumento nas tarifas do pedágio a partir deste domingo, 1º de dezembro, antecipando o presente de Natal às concessionárias das rodovias que cortam o Paraná. Quem paga a conta, como sempre, é o usuário das estradas privatizadas ainda no governo Jaime Lerner. Uma “ingênua” descida de 100 km até às praias paranaenses pela a BR-277 custará R$ 15,40 para ir e R$ 15,40 para voltar de Curitiba, por exemplo. Já a praça de Pedágio de Jataizinho custará R$ 14,90, a de Jacarezinho custará R$ 13,70, Sertaneja R$ 12,80, Arapongas R$ 6,80 e Marialva/Mandaguari custará R$ 6,80.

A ida e volta sairá por R$ 30,80, portanto, se configura o pedágio mais caro do mundo. O governo do estado autorizou a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgãos do governo do estado, que deveria zelar pelo usuário das rodovias, a concederem reajuste médio de 5,72% às concessionárias que exploram as 27 praças de pedágio. Com o aumento de amanhã, Richa se mostrou “insensível” aos apelos dos deputados estaduais que compõem a CPI do Pedágio. Na prática, o tucano os fez de patetas. Poder-se-ia chamar aquela comissão, de agora em dia, de “CPI dos Patetas”. 

O governador Beto Richa tem se revelado um bom advogado das concessionárias de pedágio. É bom recordar, inclusive, que ele levou pleitos das pedageiras até a presidenta Dilma que o fez “caminhar” ao dizer não à renovação de concessões. Na sequência, “inaugurou” mais praças de pedágios na PR-445 (entre Londrina e Mauá da Serra) e na PR-323 (entre Maringá e Guaíra). 

Além disso, o tucano retirou da Justiça ações “ganhas” contra as concessionárias. Sobre aos serviços das concessionárias de pedágio no Paraná, várias entidades técnicas, dentre as quais o Crea, têm relatórios apontando que os usuários das rodovias privatizadas vêm sendo roubados há 15 anos com a anuência ou conluio do poder público. Órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), vinham recomendando a redução das tarifas porque obras previstas em contratos não foram executadas. Ou seja, ter-se-ia argumentos de sobra até mesmo para que o estado encampasse as rodovias. E agora, qual será a reação da CPI dos Patetas? Nunca é demais lembrar que essa comissão já havia afrouxado o sutiã quando se recusou a quebrar sigilos fiscais, bancários e telefônicos nas suas “investigações”. Também é salutar destacar que esse colegiado foi criado justamente no Dia Internacional da Pizza.

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