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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

TJ nega prisão de prefeito de São Jerônimo pela quarta vez

O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná negou o quarto pedido de prisão preventiva do prefeito de São Jerônimo da Serra (Região Metropolitana de Londrina), Adir dos Santos Leite (PSDB). A medida cautelar foi apresentada pelo Ministério Público (MP) do Paraná quando denunciou o tucano no TJ, há quase dois meses, por supostamente liderar uma organização para desviar dinheiro público. Outras 39 pessoas, entre familiares de Adir, secretários municipais e vereadores foram denunciadas na Justiça local, depois da deflagração da Operação Sucupira, no começo do mês de agosto. 

Conforme o relator do caso no TJ, o juiz substituto de segundo grau Márcio José Tokars, "por ora não é possível afirmar que de fato o representado esteja à frente de todas as condutas praticadas pelos envolvidos". No pedido cautelar, o MP falou sobre supostas ameaças que testemunhas, o promotor Marcelo Salomão Czelusniak e até o juiz de São Jerônimo, Paulo Fabrício Camargo, teriam sofrido a partir de integrantes do grupo do prefeito. Para o TJ, porém, existe "somente a menção de que uma e outra pessoa teria conhecimento acerca da realização de ameaças por parte do prefeito". 

Quanto a separação criminal, para manter os primeiros denunciados respondendo na Justiça de primeiro grau, enquanto que o prefeito, pelo foro privilegiado, responde diretamente no TJ, Tokars escreveu que, por enquanto, não se pode falar "em individualização da conduta praticada pelo mesmo até o eventual recebimento da denúncia". 

Para o promotor Cláudio Esteves, "fica preocupante a situação da instrução criminal e até da cidade com a permanência dele (Adir) no cargo de prefeito, porque o Ministério Público entende que os fatos narrados são muito graves". Ele informou que o MP estuda que medidas poderá tomar "para conseguir o cumprimento das cautelares".
Edson Ferreira, Folha de Londrina

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