Pesquisar

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Amunop: alunos da rede estadual podem ficar sem transporte

Municípios que integram a Amunop estiveram reunidos esta semana para discutir o transporte escolar nas férias de julho e aos sábados para compensar as aulas que foram prejudicadas na paralisação dos professores, recentemente. Segundo a presidente da associação, Clea Márcia Bernardo de Oliveira, prefeita de Leópolis, a maioria dos prefeitos é contra o transporte nas férias de julho e aos sábados. Ela destacou que os municípios estão passando por dificuldades para cumprir o acordo que prevê o transporte dos alunos da rede municipal e estadual durante o ano letivo. Os recursos repassados pelo governo não atendem à grande demanda e os custos desse transporte. "Se com o calendário normal já não é fácil. Imagina ter de transportar alunos da rede estadual nas férias e ainda aos sábados? É muito complicado", justificou a presidente da Amunop. 

A chefe do Núcleo Regional de Educação de Cornélio Procópio, Maria Aparecida Ribeiro participou da reunião e pediu aos prefeitos que faça o transporte dos alunos para que o calendário escolar possa ser cumprido e o ano letivo não seja prejudicado. Ela argumentou que a greve não estava nos planos do governo do Estado e caso as prefeituras não efetuem o transporte, milhares de alunos poderão perder o ano. Ontem, o núcleo emitiu uma nota oficial a todas as prefeituras da Amunop para que os prefeitos assumam o transporte durante o mês de julho e aos sábados. 

Para o prefeito de Santa Mariana, Jorge Nunes (PMDB), o governo precisa olhar com mais seriedade a situação dos municípios. "Nós já temos uma carga enorme de obrigações, o índice de pessoal já passou do limite e onde vamos achar dinheiro para pagar horas extras para nossos motoristas e diesel para os veículos", questionou. 

O prefeito de Nova Fátima, Nilson Xavier (PDT), que também é contrário a que os municípios assumam o serviço de transporte dos alunos da rede estadual, destacou que nesse período muitas prefeituras aproveitam o recesso para reformar escolas, consertar carteiras e fazer a manutenção dos veículos que fazem o transporte diário dos alunos. "Já estamos com muitos compromissos na área de educação. Transportar os alunos nas férias e nos sábados aumenta nossa despesa e não nos permite realizar outros serviços que são essenciais", disse Nilson Xavier. 

"É preciso consenso e responsabilidade de nossa parte. Os nossos alunos não podem perder o ano em função desse transporte. Penso que deveríamos sim transportar os alunos, como está nos pedindo o governo do Estado". Esta foi a opinião do prefeito de Congonhinhas, José Olegário (PMDB). Ele destacou que todo esforço empreendido para terminar a greve dos professores por parte do governo pode vir abaixo se não houver a parceria com as prefeituras. "Vamos cobrar a contrapartida do governo depois. Agora é hora de voltar a normalidade", concluiu.
Marcos André de BritoEspecial para a FOLHAWEB

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário sobre essa notícia