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domingo, 30 de dezembro de 2012

Médico recorre à polícia para receber pagamento de prefeitura


A prefeitura de Floresta (a 30 quilômetros de Maringá), que ultimamente foi palco de protestos de professores municipais cobrando a definição do piso salarial da categoria e até de empresários cobrando por produtos vendidos à municipalidade, foi denunciada na polícia por não efetuar pagamentos por honorários médicos.
O Boletim de Ocorrência 116.7159 foi registro no posto da Polícia Rodoviária Federal e repassado à 9ª Subdivisão Policial de Maringá pelo médico Danilo José Munhóz da Silva, que afirma estar há dois meses e meio sem receber seus honorários e teme que a administração que começa no dia 1º de janeiro não tenha o compromisso com dívidas herdadas da atual administração.
O médico que cumpre plantões no Hospital Municipal diz que tomou esta atitude depois de tentar contato várias vezes com "alguém responsável" e não receber atenção. Sete outros médicos cumprem plantões em Floresta e alguns poderão registrar queixa na polícia contra a prefeitura nesta segunda-feira. Na cidade há uma movimentação de proprietários de depósitos de materiais de construção, farmácias, postos de combustíveis e até supermercados para tentar receber da prefeitura nesta segunda-feira, último dia de mandato do prefeito Antonio Fuentes Martins (PMDB). Só uma auto elétrica cobra uma dívida de R$ 25 mil acumulada durante este ano.
A prefeitura não terá expediente nesta segunda-feira, mas um secretário, que pediu para não ser citado, afirmou que "estão sendo tomadas providências para resolver pelo menos o caso do doutor Danilo". Sobre outros possíveis credores ele diz não saber o que acontecerá.
Servidores protestados
O prefeito eleito José Roberto Ruiz (PP), que afirma não ter recebido da atual administração todas as informações solicitadas durante a fase de transição, vai pedir uma investigação sobre a situação de servidores municipais que estão sendo protestados por dívida junto à Caixa Econômica Federal. Segundo informações que chegaram a ele, prestadas por funcionários da prefeitura, servidores que fizeram empréstimos consignados tiveram os descontos feitos em folha pela prefeitura, porém o dinheiro não teria sido repassado à instituição financeira.
"Ainda não podemos afirmar que isto tenha ocorrido, mas teremos condições de saber já nos primeiros dias de trabalho", afirma o prefeito eleito. "Aí teremos que tomar as devidas providências".
O Diario

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