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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Amanhã é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, cuja incidência tem aumentado no país



Se há uma doença cujo diagnóstico é fácil e o tratamento não depende de grandes tecnologias, mas apenas do envolvimento e o compromisso de médicos e pacientes, ela se chama hipertensão. Apesar disso, sua incidência tem aumentado no país – passou de 21,6% em 2006 para 23,3% em 2010 - e preocupado cada vez mais os especialistas, visto que a doença é o principal fator para o desenvolvimento de problemas ainda mais graves, como as cardiovasculares (DCV): Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto do Miocárdio.

É para lembrar a população sobre a importância do acompanhamento da pressão arterial que amanhã comemora-se o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial. Momento ideal para observar quais os cuidados que você tem tido com o coração e até repensar os seu hábitos, como explica o cardiologista Ricardo José Rodrigues, de Londrina. "Pelo menos 85% dos hipertensos não apresentam sintomas, só uma pequena parcela chega a sentir uma dor na nuca, dor de cabeça ou algum tipo de mal-estar. Por isso a medição regular é tão necessária", destaca. 

Rodrigues explica que a hipertensão arterial é uma doença crônica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. Segundo ele, dois fatores estão diretamente relacionados ao seu desenvolvimento: genético, ou seja, passado de pai para filho; e ambiental, decorrente do meio em que a pessoa vive e seus hábitos de vida. O principal deles, o consumo exagerado de sódio. 

"Ele está presente, principalmente, em alimentos industrializados, comidas rápidas e refrigerantes", cita o especialista do Centro do Coração. "Pela correria do dia a dia, a pessoas têm substituído cada vez mais os alimentos saudáveis, como legumes, verduras, frutas e cereais, por esse tipo de alimento. A consequência é o aumento de peso, fator que também favorece a hipertensão arterial." 

Sedentarismo
Além disso, o estresse, o sedentarismo, a ingestão excessiva de bebida alcoólica e o fumo também estão diretamente relacionados ao desenvolvimento da doença, segundo o cardiologista. Ele lembra que uma pessoa sedentária é a que pratica menos de 30 minutos diários de atividades físicas moderadas por semana. Já o consumo excessivo de álcool pode ser definido como mais do que 30 gramas de por dia para os homens e 15 gramas para as mulheres. 

No caso do fumo, ele esclarece que independente da quantidade de maços consumidos por dia, a nicotina, uma das milhares de substâncias tóxicas presentes no cigarro, provoca a vasoconstrição, estimulando ainda mais o aumento da pressão nos vasos. 

De acordo com Rodrigues, um paciente é classificado como hipertenso quando apresenta, com certa regularidade, uma pressão arterial igual ou acima de 140/90 mmHg, em repouso. Já o pré-hipertenso é o paciente que apresenta uma pressão arterial 120/80 mmHg a 140/90 mmHg, em repouso. 

O cardiologista complementa que, embora nos homens a hipertensão seja mais frequente após os 40 anos e na mulheres após os 50, a doença tem surgido cada vez mais cedo, atingindo adolescentes e até crianças. Para diagnosticar a doença, basta realizar o acompanhamento mensal da pressão arterial com o médico, que pode ser um cardiologista ou mesmo um clínico geral. 

Caso a doença seja confirmada, Rodrigues alerta que é fundamental o paciente nunca interromper o tratamento farmacológico, pois a interrupção pode provocar picos nos níveis de pressão arterial e graves consequências. Desde que tenha um acompanhamento médico e siga o tratamento prescrito pelo profissional, o hipertenso pode realizar atividades normais qualquer outra pessoa. 

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