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terça-feira, 28 de maio de 2013

Preço baixo desanima cafeicultores do Norte Pioneiro

Produto este ano está 22% mais barato que em 2012 e governo não garante preço mínimo

Em plena colheita da safra de café deste ano, a expectativa dos produtores da região para a comercialização do produto é pessimista. Segundo o diretor financeiro da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro e do Norte do Paraná (ACENPP), Ronaldo Casado Figueiredo, o valor da saca de café beneficiado está em torno de R$ 270, abaixo do custo que é de R$ 320.
De acordo com o Núcleo Regional do Departamento de Economia Rural (Deral) de Jacarezinho, o valor para a comercialização da saca de 60 quilogramas do produto beneficiado este ano é de R$ 279,14, uma diferença 22% menor que o valor comercializado em 2012 que era de R$ 350, 88.
Além disso, em muitos municípios é difícil conseguir mão-de-obra para a manutenção da lavoura. Até o momento cerca de 10% do produto já foi colhido na região e a colheita se estenderá até novembro. O Deral estima que a produção este ano chegue a 38, 4 mil toneladas na região cuja área plantada é de 50, 52 mil hectares.
Figueiredo diz que o governo estipulou em R$ 307 o valor mínimo para a venda da saca do produto beneficiado, porém, ele afirma que a medida só surtiria efeito se o governo comprasse o produto. “Não adianta o governo estipular um preço mínimo que ninguém paga. Seria necessária a intervenção do governo por meio da compra do produto para que o mercado aumentasse acompanhasse o preço”, explicou.
Apesar da insatisfação da classe, Figueiredo diz que, devido à qualidade do produto, aproximadamente 80% do café produzido pelos associados é exportado – já que trata-se de um produto com certificado de café especial - e, com isso, proporciona aos produtores um acréscimo de 20% na venda. A ACENPP é sediada em Abatiá e é composta por associados de 16 municípios da região do Norte Pioneiro e Norte do Paraná.
Recorde
Segundo levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado na quinta-feira, 23, no Brasil a previsão é que sejam colhidos 50,45 milhões de sacas de 60 quilogramas do produto beneficiado, o que representa 16% a mais da colheita registrada em 2012 - 43,48 milhões de sacas.
De acordo com a Conab, ao aumento resulta da alta bienalidade já que a cultura do café se caracteriza pelo revezamento de um ano de alta produção com outro de produção menor e ao investimento realizado pelo produtor. Em relação a 2009, quando também houve alta bienalidade, a produção deste ano deve ser 4,09% maior.
Minas Gerais é o estado que mais produz café e o tipo Arábica é o mais produzido no país, com produção estimada de 38,13 milhões de sacas equivalentes a 75,6 % da produção total. A área plantada no país aumentou 3%, passando de 2,278 milhões de hectares em 2011 para 2,346 milhões, um aumento de 68 mil hectares.
Tanosite

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