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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Casos de aids têm queda, mas HIV ainda preocupa


O Programa Conjunto das Nações Unidas (ONU) sobre HIV/Aids (Unaids) divulgou ontem relatório que mostra uma redução de 52% na quantidade de novos casos de infecções pelo vírus HIV entre crianças e de 33% entre crianças e adultos em pouco mais de uma década, entre os anos de 2012 e 2001, em 26 países. Segundo levantamentos do Ministério da Saúde (MS), no Brasil, os números também diminuíram: foram de 30.237 novos casos em 2001 para 17.819 notificações em 2012; uma redução de 41%. No total, o país tem 656.701 casos notificados da doença. 

Já no estado do Paraná também houve diminuição nesse período. Foram de 1.643, em 2001, para 940, no ano passado, 42,7% a menos - redução acima da média nacional. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), entretanto, informou que 1.386 casos foram notificados em 2012, porque há uma revisão dos dados, o que diminuiria em apenas 15,6%. Em números absolutos são 31.935 casos de aids no Paraná. No ranking nacional, o estado ocupa atualmente a 14ª posição na taxa de incidência, com 18 casos por 100 mil habitantes. Para a Sesa, o Paraná possui uma taxa de 14 casos a cada 100 mil habitantes. No país, esse número é de 20,2 casos a cada 100 mil habitantes. 

De acordo com o Programa da Unaids – agência da ONU -, as mortes relacionadas à doença também tiveram queda de 30%, devido à expansão do acesso ao tratamento com antirretrovirais. Estima-se que aproximadamente 9,7 milhões de pessoas em países de baixa e média rendas tiveram acesso ao tratamento contra a aids em 2012, aumento de 20% em relação ao ano anterior. Apesar da freada na manifestação da doença, os desafios para conter a epidemia do vírus continuam. A cada um caso de aids, estima-se que existam outros oito casos de HIV. 

Paraná 

Para a coordenadora do Programa Estadual de Controle de DSTs/ Aids e Hepatites Virais, Elisete Ribeiro, a comemoração é válida somente no que diz respeito à mortalidade precoce da doença e qualidade de vida nessa população. "São vários os fatores que contribuíram para a queda desses índices, como o diagnóstico mais cedo, tratamento 

em tempo oportuno, mudança no estilo de vida e tecnologia nos antirretrovirais. Contudo, ainda há muito o que fazer, principalmente, na prevenção." 

Seguindo a queda dos números, ela destaca ainda a eficiência no trabalho para a transmissão vertical, que acontece na gestação. "Os números vêm baixando a cada ano. Em 2006, tivemos 58 casos. Até julho deste ano, são apenas quatro casos de crianças infectadas. Parte disso é resultado do Programa Mãe Paranaense, o qual a Sesa tem um pacto com todos os municípios para triagem e acompanhamento das gestantes para que aconteça a soroconversão", explica. Ainda assim, segundo ela, existe um árduo desafio com relação à pandemia de HIV que ocorre no Sul do Brasil, principalmente entre os jovens. Conforme o MS, a região Sul é responsável por uma taxa de incidência de 30,9 casos por 100 mil habitantes, contra 20,2 no Brasil.


(Com Agência Brasil)

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