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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Primavera começa com vendaval de 104 km/h


Fotos: Ricardo ChicarelliA chegada da primavera foi marcada por um temporal que tomou conta da cidade no início da tarde de ontem e pegou os londrinenses de surpresa. Embora a chuva tenha durado cerca de 20 minutos, ela veio acompanhada por rajadas de ventos que chegaram a 104,4 km/h. 

Telhados, postes de luz, calhas, toldos e muitas árvores não resistiram e desabaram, causando estragos por todos os cantos. Muitas vias ficaram parcialmente bloqueadas e por toda a cidade muitos galhos e sujeiras se espalharam com o vento. Apesar dos estragos, não houve registro de feridos. 

Após a chuva, o que se via nas ruas era uma população surpreendida com os danos. Enquanto muitos tentavam contabilizar os prejuízos, outros buscavam ajuda no Corpo de Bombeiros e Defesa Social, que tiveram as linhas telefônicas ocupadas durante toda a tarde. Mais tarde, por volta das 17h, a chuva voltou a cair, mas durou poucos minutos e teve ventos moderados. 

Uma força-tarefa foi criada para atender às ocorrências. Ao menos 25 pessoas da Defesa Social e Defesa Civil se uniram aos integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Secretaria Municipal de Agricultura, Cohab e Copel. 

A Polícia Militar e Guarda Municipal intensificaram as rondas principalmente na região central, após estabelecimentos comerciais terem portas danificadas com a tempestade. De acordo com o sargento Daniel, cerca de 10 lojas foram atingidas, mas não havia registro de vandalismo ou saques. 

A Copel informou por meio de nota que 137 mil domicílios sofreram interrupção no fornecimento de energia elétrica em Londrina, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Prado Ferreira e Sertanópolis. A situação deixou o trânsito confuso com a inatividade dos semáforos, principalmente no centro da cidade. 


Estragos



Moradores do Edifício Camboriú, na esquina da R. Mato Grosso com a Maranhão, foram orientados pela Defesa Civil a sair dos apartamentos após um tremor registrado durante a tempestade. "Eu senti muito medo, pois estava perto da parede e senti um leve tremor. Descemos imediatamente, pois víamos a água escorrendo pelas escadas e também pelo elevador", contou a moradora Paula Nascimento, ainda assustada. 

Na esquina de baixo, o proprietário de um estacionamento tentava contato com a Copel após uma árvore cair sobre o estabelecimento e derrubar dois postes. "É um alívio ter sido no domingo, pois não tinha carro nenhum e ninguém trabalhando", comentou. 

Uma das regiões com maior concentração de destelhamento foi a zona norte, principalmente entre os Residenciais Ana Terra e Vista Bela e o Jardim Nova Olinda. A cada esquina, era possível ver os próprio moradores tentando arrumar os telhados. 

José Barros Alves estava em casa quando o telhado da cobertura de sua residência foi arremessado a 100 metros de distância. A estrutura metálica parou em cima de uma velha camionete. "Só fui me dar conta quando o mau tempo passou. Foi sorte não ter atingido ninguém", comentou aliviado. 

No Residencial Vista Bela, a vigilante Híltica Sterling saiu às pressas do trabalho quando o filho telefonou desesperado. "O forro da minha casa caiu e molhou tudo. Mas minha preocupação maior era com ele aqui dentro", desabafou. 

No Jardim Nova Olinda, um conjunto de apartamentos teve suas estruturas atingidas e muitos homens trabalhavam na reparação dos telhados, utilizando inclusive lonas.

FolhaWeb

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