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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Programas da Copel levam melhorias para comunidades indígenas


A Companhia Parananese de Energia (Copel) investe R$ 14 milhões na execução de projetos para o desenvolvimento sócio ambiental de comunidades indígenas. Uma das comunidades atendidas é Apucaraninha, localizada em Tamarana, na região Norte do Estado, que além dos projetos nas áreas cultural, ambiental, produtiva e socioambiental, recebe também capacitações para a produção de alimentos nas aldeias. 

Entre as ações, estão em andamento a manutenção de uma horta comunitária na aldeia-sede, o planejamento do plantio de alimentos em sistema de cultivo alternativo - em que prevalece a variedade de alimentos - e a criação de frango caipira. A Copel financiou a compra de sementes, instrumentos agrícolas, ração, frangos para ciclo de reprodução e engorda e poedeiras, entre outros. Também já foram implantados um novo barracão para armazenamento de insumos, um sistema de comunicação por alto-falantes e diversas estruturas para abrigar a criação de frangos. 

O programa, que faz parte de um acordo firmado em 2006 para indenizar ocupantes de terras indígenas atingidas pela Usina Hidrelétrica de Apucaraninha, conta com a consultoria de dois engenheiros agrônomos e a gestão de um comitê formado por integrantes da Copel e representantes indígenas. O recurso é depositado em um fundo específico. 

COLHEITA – Apucaraninha também é atendida pelo Projeto Básico Ambiental da Usina Mauá, uma iniciativa que oferta às comunidades indígenas atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica de Mauá, no rio Tibagi, condições de desenvolvimento de culturas agrícolas. Neste mês de abril será concluída a colheita das safras de feijão e milho. O plantio da próxima safra também já começou e deve ultrapassar 300 hectares de lavoura de milho, feijão, mandioca, abóbora, café, entre outros. 

O preparo do solo para o plantio, os insumos, o maquinário, o pagamento de mão de obra e o suporte técnico são financiados pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado pela Copel e pela Eletrosul. 

As comunidades indígenas atendidas pelo programa são Mococa, Queimadas, Apucaraninha, São Jerônimo, Barão de Antonina, Posto Velho, Laranjinha e Pinhalzinho. Cerca de 3 mil indígenas são beneficiados pelo programa. 

Também são desenvolvidos programas de articulação de lideranças indígenas, vigilância e gestão territorial, recuperação de áreas degradadas e proteção de nascentes, melhoria da infraestrutura, fomento à cultura e às atividades de lazer, monitoramento da fauna e da qualidade da água. 

MORADIAS - O Governo do Paraná trabalha para atender com moradias as comunidades indígenas do Estado. Hoje, são 95 unidades que estão em análise e em projeto. Serão atendidas as aldeias Guarani e Caingangue nas cidades de Palmas, na região Sudoeste; Ortigueira, nos Campos Gerais; Piraquara, na região Metropolitana de Curitiba; e São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro. 

Em Palmas, são 22 unidades para famílias da etnia Kaingang; em Ortigueira, são duas comunidades atendidas: Queimadas (16 unidades) e Mococa (12 unidades) para índios Caingangue; em Piraquara, a comunidade Guarani terá 17 moradias e em São Jerônimo da Serra, 28 famílias Caingangue serão beneficiadas. Os investimentos para a construção destas casas são de R$ 2,7 milhões pelo programa estadual de habitação rural, feito pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), em parceria com o governo federal. 

ENERGIA – O Programa de Eficiência Energética mantido pela Copel atende 2,2 mil residências de famílias indígenas em 16 localidades, com a substituição de chuveiros, lâmpadas, refrigeradores e instalações elétricas antigas por equipamentos novos e mais eficientes, que garante eficiência no consumo e também segurança e qualidade de vida aos moradores. 

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