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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Negociações avançam, mas professores mantêm greve no Paraná


As negociações entre o Governo do Paraná e os professores estaduais avançaram em reunião realizada durante a tarde desta quinta-feira (19) no Palácio Iguaçu, em Curitiba, mas os servidores decidiram manter a greve no estado. Os docentes estão com os braços cruzados desde o último dia 9. 

A reunião desta quinta durou três horas. Participaram do encontro representantes do Sindicato dos Professores Estaduais do Paraná (App-Sindicato), o líder do governador Beto Richa na Assembleia Legislativa (Alep), Luiz Claudio Romanelli (PMDB), o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, e os secretários estaduais de Educação, Fernando Xavier, e de Administração, Dinorah Botto Portugal Nogara. 




O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, reconheceu que as negociações avançaram, mas adiantou que o fim da greve só vai ser discutida com a categoria após reunião marcada para as 10h desta sexta-feira (19), quando governo e servidores devem retomar a negociação sobre pontos importantes, como a superlotação das salas de aula e a convocação de 9 mil educadores já aprovados em concurso. 

De avanços já conquistados, o sindicalista citou o comprometimento do governo de não enviar à Alep projetos que podem modificar direitos trabalhistas ou pontos relacionados à carreira dos servidores. 

Já sobre o pagamento de atrasados, Leão disse que os secretários só reafirmaram o que já haviam passado aos servidores. "Eles pretendem pagar a rescisão dos temporários no próximo dia 24 e parcelar entre março e abril o terço de férias", contou. De acordo com ele, o governo também teria se comprometido a não diferenciar funcionários efetivos e temporários na hora do pagamento dos salários. 

O presidente da APP-Sindicato destacou, ainda, que o governo só se sensibilizou por que o movimento grevista está muito forte. O resultado das reuniões de hoje e de amanhã deve ser analisado pela categoria em assembleia já marcada para o sábado (21). 

"Pacotaço" 

O pacote de medidas de contenção de gastos anunciado pelo Governo do Paraná no início do mês desencadeou uma greve geral do funcionalismo público e uma série de manifestações em todo o estado.

Os servidores (professores da Rede Estadual, agentes penitenciários, profissionais do Detran, trabalhadores de hospitais e funcionários de universidades) criticam o fato de o "pacotaço" prever cortes de benefícios e gratificações conquistados por eles nas últimas décadas. 

Os ajustes fiscais e previdenciários previstos no conjunto de medidas também são alvo das críticas. Os projetos foram retirados de pauta na semana passada após pressão popular e devem ser reapresentados, de forma 'fatiada', a partir da próxima segunda-feira (23). 

De acordo com secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, o Governo Estadual só não deve enviar à Alep o projeto de lei que trata da previdência dos servidores. "Só vamos voltar a analisar a proposta após amplo debate com o funcionalismo", garantiu em entrevista coletiva após a reunião com os professores. 

(com informações da repórter Mariana Franco Ramos, da Folha de Londrina)

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