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sábado, 2 de janeiro de 2016

Moradores do Califórnia em Londrina se reúnem para cobrar explicações da Sanepar e Prefeitura sobre tremores

Saulo Ohara/Equipe Folha

Cerca de 30 moradores se reuniram na rua Dolores Maria Bruno, na manhã deste sábado (2), para cobrar providências das autoridades competentes quanto aos tremores e estrondos que vêm ocorrendo desde o dia 9 de dezembro no Jardim Califórnia, zona leste de Londrina. Nesta sexta-feira (1º), a população da região voltou a relatar o problema. 

Morador do bairro há 30 anos, Edson Corneta disse que as explosões começaram por volta das 16h30 de ontem. Junto aos vizinhos, ele pretende elaborar um ofício e encaminhá-lo à Prefeitura e Sanepar. "Queremos que a companhia apresente laudos e documentos, comprovando que a origem não é da rede adutora. Também queremos esclarecimentos da Prefeitura". A situação, de acordo com a população, acontece sempre aos fins de semana e feriados. 

A maioria dos moradores acredita que os tremores são consequências de obras e estruturas da Sanepar. "Moro aqui há oito anos e eu nunca vi algo parecido. Me sinto impotente, porque não sabemos o que vem depois disso. Não estou conseguindo dormir direito", disse a atendente de loja Raquel Maria da Silva, cuja casa tem pequenas rachaduras, surgidas, segundo ela, após o problema. 

O gerente Geral da Sanepar, Sérgio Bahls, negou que haja problemas na tubulação de água e na adutora da companhia. "Não existe essa possibilidade. Os técnicos fazem acompanhamento 24 horas por dia. Todos os equipamentos de segurança necessários foram instalados", argumentou. Segundo ele, a adutora construída no bairro foi instalada em 1991. "A segunda adutora entrou em operação há 14 meses e é similar a primeira. Não há irregularidades. Com os equipamentos, não existe a possibilidade de bolhas de ar na tubulação", defendeu. Em média, 185 milhões de litros de água passam diariamente pelo bairro. Conforme Bahls, uma reunião será marcada na próxima semana para esclarecer as dúvidas dos moradores. 

Em nota, a Defesa Civil informou que está monitorando todos os registros feitos pelos moradores através do número 199, a fim de embasar uma linha de investigação, que será feita pelos professores da Universidade de São Paulo (USP), juntamente com o Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina (UE). "Contudo somente após a elaboração deste laudo/parecer técnico, a Defesa Civil terá respaldo e informações concretas para nortear o planejamento e indicar quais medidas serão tomadas para a solução dos eventos que deixam a população indignada e apreensiva", finaliza. 

(Com informações da repórter Viviani Costa, da Folha de Londrina).

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