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terça-feira, 19 de março de 2013

Nova Empresa assume o SAMU e pode baixar salários de Funcionários


E a ‘novela’ no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) continua. Após a tensão do último mês e a incerteza sobre quem ficaria responsável pela gerencia da contratação de mão de obra e a capacitação dos funcionários, os técnicos de enfermagem e os motoristas terão que aceitar a baixa salarial oferecida pela empresa que assumirá esse serviço.
De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo jornal Correio Notícias, os técnicos de enfermagem e motoristas que recebiam mensalmente R$ 1.050 passarão a receber R$ 725 (quem trabalha durante o dia) e R$ 930 (para quem trabalha no período da noite).
Já os médicos e enfermeiros terão uma baixa de R$ 400 por plantão. Descontentes eles avaliam a possibilidade de pararem de atender pelo SAMU, já que o valor dos plantões não será satisfatório.
Além disso, os funcionários que não se sentiram satisfeitos com os novos valores, foram convidados a se retirar do quadro de funcionários.

As folgas mensais serão de dois dias e meio, mas como ressaltaram os funcionários, não trabalhados, esses dias renderam R$ 80 a mais no final do mês.
O diretor do Cisnop, Donizete Ruiz Pinha, por telefone disse que participou de uma reunião na tarde dessa terça-feira, 12 com o Comitê Gestor para homologar o contrato de uma nova empresa que ficará responsável pelo serviço nos próximos 90 dias a partir da meia noite de hoje. “A empresa que ficará responsável pela gerencia da contratação de mão de obra e a capacitação dos funcionários é de Cornélio Procópio e o responsável se chama Gilmar Lavoratto e é médico ortopedista”, declarou.
Donizete disse também que o contrato poderá ser prorrogado por mais 90 dias, e que durante esse período o Comitê Gestor irá avaliar se fará uma nova licitação ou um concurso público para novas contratações. “O importante é que o serviço não irá parar. Agora temos à nossa disposição um helicóptero que fica em Londrina, mas atende o Norte Pioneiro sempre que necessário, inclusive já fizemos alguns atendimentos usando esse equipamento”.
A entrada da empresa será automática, ou seja, a partir desta quarta-feira, 13 de março, à meia noite, ela já é responsável pela contratação dos funcionários que atendem pelo SAMU.
Por se tratar de uma nova empresa, o contrato com os funcionários será refeito, e Donizete confirmou a informação de que os salários serão reduzidos. “É uma nova empresa, então é natural que tenha um novo contrato, além disso, se a empresa mantivesse o salário que era pago pela empresa Suport Med, ela não teria como manter o acordo”.
Um dos motivos da saída da empresa Suport Med foi o pedido para que fosse feito um aditivo nos salários dos funcionários de 25%, o que seria inviável, de acordo com Donizete.
“Estamos trabalhando com recurso mínimo, e um aditivo nesse momento está fora de questão”.

O presidente do Comitê Gestor garantiu que fará uma reunião com os prefeitos que compõem a AMUNOP e a AMUNORPI, para que as dividas dos municípios com o consórcio sejam sanadas. “Os municípios têm uma dívida com o consórcio que ultrapassa R$ 1 milhão, por essa razão precisamos sentar e conversar, já que todos se beneficiam do serviço do SAMU”.
Essa dívida provém do valor que cada município tem que repassar para o consórcio. Os prefeitos têm que pagar R$ 0,25 por habitante para ajudar no pagamento das despesas, inclusive o pagamento dos funcionários.
Quanto à baixa salarial, Donizete disse que há muitos profissionais querendo trabalhar. “Não queremos abrir mão dos nossos funcionários, mas se alguém quiser sair, tem muita gente querendo trabalhar”, declarou.
Mas, o que tem que se levar em consideração, segundo informações que a equipe de reportagem obteve, é que por se tratar de uma profissão que lida diretamente com vidas, o profissional tem que ser preparado e passa por todo um treinamento antes de assumir um posto no SAMU.

Para finalizar, Donizete ressaltou que a responsabilidade sobre os serviços do SAMU não é dos secretários de Saúde, ou dos municípios e sim do Governo Estadual e Federal, mas que mesmo assim, os municípios são cobrados e apedrejados pela população.

do Jornal Correio de Notícias

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