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terça-feira, 12 de março de 2013

Requião e Pessuti se lançam como pré-candidatos ao governo


O senador Roberto Requião anunciou nessa segunda-feira (dia 11) a intenção de buscar a vaga de candidato ao governo do Estado pelo PMDB em 2014.
No mesmo dia, seu maior adversário interno no partido, o ex-governador Orlando Pessuti, comunicou a bancada peemedebista na Assembleia Legislativa o desejo de também disputar a indicação de candidato da legenda ao Palácio Iguaçu no ano que vem.
A iniciativa dos dois não animou os deputados estaduais da legenda, para quem o PMDB está mais próximo hoje do apoio à reeleição do governador Beto Richa (PSDB) do que de uma candidatura própria. 

“Inicio uma consulta às bases do PMDB, convencionais, se desejam candidatura própria e se apoiam meu nome para o governo do PR. Se o velho PMDB de guerra estiver vivo, não faltarei a minha responsabilidade eleitoral, pelo partido e pelo estado vou à luta”, anunciou Requião, pelo twitter. O problema é que a bancada estadual do PMDB e Pessuti se uniram e no final do ano passado derrotaram Requião na convenção que elegeu o novo diretório regional do partido. O senador, portanto, não teria hoje o comando do partido para impor uma candidatura ao governo. 

Além disso, o PMDB paranaense segue hoje dividido entre os grupos de Requião, Pessuti e a bancada da legenda na Assembleia – que dá sustentação ao governo Richa. Recentemente a bancada aumentou sua participação no governo, com a indicação do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida para a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Ele se somou ao deputado estadual licenciado Luiz Cláudio Romanelli, que já comandava a Secretaria de Estado do Trabalho, fortalecendo assim a ala que defende o apoio à reeleição do atual governador.

Dentro desse cenário, o deputado estadual Nereu Moura considera improvável que o PMDB consiga se unir para apresentar um candidato próprio ao governo, como alternativa à polarização entre Richa e a candidata do PT, a ministra chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann. “Achamos que é muito cedo para qualquer definição. Existe uma sinalização do PMDB apoiar a reeleição do Beto Richa. Não é definitivo, mas é uma sinalização. Afinal, com a ida do Cheida e do Romanelli, são dois deputados do PMDB que estão no governo”, reagiu Moura. “Acho difícil a candidatura própria, até pela divisão do partido”, afirmou ele, lembrando que Requião e Pessuti romperam relações, e um não admite apoiar o outro caso a tese da candidatura própria vingue.

Bem Paraná

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