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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Moradores da periferia sofrem com buracos


O centro e a periferia de quase todas as cidades do Norte Pioneiro recebem um tratamento diferenciado das administrações municipais, em especial quando o assunto é pavimentação. Os moradores da periferia sofrem com a falta de asfalto ou com a completa deterioração dele em frente à sua residência. A intensidade do estrago varia de cidade para cidade e até mesmo de bairro vizinhos de uma mesma cidade. Uma município onde a situação é visivelmente crítica é Santo Antônio da Platina. 

O trabalhador autônomo Arnaldo Donizete da Silva mora em um bairro da periferia há 35 anos. Segundo ele, a localidade está esquecida há décadas. Silva diz que houve uma tentativa de pavimentação há cerca de dois anos, mas que o asfalto era tão fraco que foi levado pelas chuvas, deixando as ruas esburacadas novamente. Ele afirma que a falta de pavimentação causa uma série de transtornos para os moradores, principalmente para as mulheres que precisam transportar seus filhos pequenos em carrinhos e para as donas de casa que colocam as roupas para secarem no varal e são atingidas pela poeira. "Entra um prefeito e não consegue fazer, e entra outro e a situação continua da mesma forma", afirma Silva. Ele, porém, está confiante porque ouviu dizer que o bairro será asfaltado até o próximo ano. 

O pintor Ozias Paulino da Silva, que mora no Jardim São João, encontrou a reportagem da FOLHA por acaso no centro de Santo Antônio da Platina e veio reclamar das condições do asfalto na cidade, sem saber que este era exatamente o tema em questão. Receoso, ele diz que não quer prejudicar a atual administração, mas justifica que a situação chegou ao limite. "Faz 30 anos que eu moro no mesmo lugar e não vejo nada de melhorias; se continuar do jeito que está, daqui a pouco a gente estará morando em um buraco. O pessoal (da prefeitura) diz que está saindo o asfalto, mas a gente não vê nada", protesta. 

Obras
O prefeito de Santo Antônio da Platina, Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM), que assumiu a prefeitura há oito meses, reconhece a existência do problema e diz que está tomando as providências para asfaltar a cidade. Ele explica que o processo de licitação para contratar uma empresa para executar o serviço é demorado, mas garante que a empresa já foi contratada e o trabalho iniciado. 

Segundo o prefeito, a pavimentação será feita com recursos próprios do município e com repasses de R$ 550 mil do governo federal. Oliveira quer que a maior parte do serviço esteja pronta em seis meses para que a cidade esteja com outra "cara" quando completar 100 anos, em agosto de 2014. "Nós vamos deixar a cidade realmente bonita, o que vai trazer muita satisfação para seus moradores", conclui.

FolhaWeb

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