Pesquisar

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Quatro são presos por suspeita de desvio de recursos de hospital

Equipes da Polícia Militar (PM) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam ontem quatro suspeitos de desvios de recursos do Hospital Cristo Rei, em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina). Foram presos a diretora administrativa Ana Lucia Fabro Mesquita e os chefes dos setores de recursos humanos, Cleverson Luiz Pereira, financeiro, Adílson Dena Bardibia, e de enfermagem, Ronival Alves de Oliveira. 

De acordo com a promotora Josilaine Aleteia de Andrade, o Ministério Público iniciou as investigações em 2004 por causa de reclamações a respeito do atendimento e possíveis omissões que teriam ocasionado mortes de pacientes. No dia 10 de fevereiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no hospital. "Encaminhamos os materiais apreendidos para uma auditoria no MP. Os auditores fizeram vários relatórios, que culminaram, junto com outros elementos de prova, no pedido de prisão dos principais envolvidos", explicou. 

Além dos detidos, dois contatores, dois médicos e uma funcionária foram ouvidos na manhã de ontem no Fórum de Ibiporã. A promotora não revelou detalhes do esquema de desvio de recursos, mas os cálculos iniciais apontam que pelo menos R$ 3 milhões deixaram de ser investidos na instituição nos últimos anos. "Agora basta saber quem participou, quem pegou o que, quanto ficou com cada um. O objetivo do Ministério Público é aprofundar a investigação neste sentido", ressaltou. 

Os desvios estariam ocorrendo nos últimos cinco anos. Conforme Josilaine, atendimentos por meio de convênios particulares não eram contabilizados da forma correta para favorecer o esquema. "Hoje o hospital está sucateado. Não tem equipamentos, faltam médicos para fazer os atendimentos de plantão e, com certeza, o desvio vai culminar no mau atendimento à saúde", reforçou a promotora. 

Os suspeitos foram encaminhados a Londrina no final da tarde. Os homens foram levados para a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e a mulher, ao 3º Distrito Policial (DP). A prisão temporária é válida por cinco dias, mas pode ser prorrogada. 

O Hospital Cristo Rei é filantrópico e realiza 70% dos atendimentos pelo SUS.
Marian Trigueiros e Viviani Costa
Reportagem Local FolhaWeb

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário sobre essa notícia