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domingo, 2 de novembro de 2014

Alerta sobre o Risco de afogamento de Crianças

Novembro, dezembro, janeiro e fevereiro são os meses em que mais pessoas morrem por causa de afogamentos. Um estudo do Ministério da Saúde indica que afogamentos estão entre as dez principais causas de morte por violência ou acidentes.

O afogamento é a segunda causa de morte acidental entre crianças de 5 a 14 anos. "O risco é maior em áreas onde se pratica atividades recreativas na água, mas até a piscina doméstica e a banheira podem trazer risco, mesmo que a morte não seja imediata, o acidente pode tornar-se fatal ao resultar em problemas respiratórios devidos à aspiração de líquido ou a infecções adquiridas. 

Quem aspira líquido pode apresentar queda da temperatura do corpo, distensão do abdome, tremores, dores musculares, náuseas e vômitos. Casos mais graves podem acarretar em parada cardíaca e morte.

Para prevenir esse tipo de acidente, os adultos devem estar sempre próximos das crianças enquanto elas estiverem na água, mesmo que elas saibam nadar. "Nem mesmo por poucos segundos os bebês devem ser deixados sozinhos no banho". Para os adultos o alerta é para o consumo de álcool e de certos medicamentos, pois provocam a diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio, aumentando assim as possibilidades de afogamento.

Samu 192
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) presta serviço também em caso de afogamento. O serviço faz parte da estratégia Saúde Toda Hora e ajuda a organizar o atendimento na rede pública prestando socorro à população em casos de emergência. O Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas, contando com as Centrais de Regulação, profissionais e veículos de salvamento.


A ligação feita para o número 192 é atendida por técnicos que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Mas a prevenção é a melhor maneira de evitar esse tipo de acidente, então você que frequenta piscinas, lagos, represas e rios fique atento principalmente com as crianças.

• Ao deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa;

• Ao atender ao telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;

• Sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro.

Como proteger a criança de um afogamento
Um adulto deve supervisionar de forma ativa e constante as crianças e adolescentes, onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os lugares sejam considerados rasos. Seguem algumas dicas para prevenir afogamentos com crianças:

• Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças;

• Mantenha baldes com água no alto, longe do alcance das crianças;

• Conserve a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada;

• Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com alguma proteção que não permita “mergulhos”;

• Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m que não possam ser escaladas e portões com cadeados ou trava de segurança que dificultem o acesso dos pequenos;

• Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

• Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água;

• Evite brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;

• Saiba quais amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando levar a criança para visitá-los, certifique-se de que será supervisionada por um adulto enquanto brinca na água;

• Bóias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar, virar a qualquer momento e ser levados pela correnteza. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas quando estiver em embarcações, próxima a rios, represas, mares, lagos e piscinas, e quando estiver praticando esportes aquáticos;

• Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;

• Muitos casos de afogamentos aconteceram com pessoas que achavam que sabiam nadar. Não superestime a habilidade de crianças e adolescentes;

• No mar, a vala aparenta uma falsa calmaria, mas representa o local de maior correnteza que leva para o alto mar. Ensine a criança a nadar transversalmente à vala até conseguir escapar ou a pedir socorro imediatamente;

• O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de crianças aprendam técnicas de primeiros socorros;

• Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193).

Ensine a criança:

• Sempre nadar com um companheiro. Nadar sozinho é muito perigoso;

• Respeitar as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e verificar as condições das águas abertas;

• Não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando;

• Saber ligar para um número de emergência e passar as informações de localização e do que está acontecendo em caso de perigo.


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