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terça-feira, 26 de maio de 2015

Ano letivo na rede estadual pode terminar em fevereiro de 2016

O ano letivo das escolas estaduais do Paraná só deve terminar em fevereiro de 2015. A previsão é da secretária de Educação do Paraná, Ana Seres Trento Comin, que concedeu entrevista coletiva ontem de manhã, em Curitiba, para falar sobre as manifestações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP/Sindicato) fechando a entrada dos Núcleos Regionais de Educação em 32 cidades do Estado (veja nesta página). Sem expediente nos núcleos, não há o processamento dos relatórios de faltas dos grevistas (professores e servidores). 

A greve iniciou no dia 27 de abril e, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed), as faltas de abril já foram lançadas na folha de pagamento de maio. As ausências de maio serão lançadas até o dia 5 junho, explicou Ana Seres Comin. Ela lamentou as manifestações nos NREs: "Os professores e funcionários que trabalham nos Núcleos têm um dever a cumprir, como todos nós temos. E isso está prejudicando muito o andamento não só do lançamento das faltas, mas de todo o trabalho". 

Primeiro, o relatório de faltas é enviado pelos diretores de escolas para os NREs, que depois repassam as informações para a Seed. Quando questionada se as faltas vão prejudicar também promoções e benefícios dos professores, a secretária garantiu que por enquanto não há nenhuma orientação nesse sentido. Ela disse ainda que, no final da greve, há a possibilidade das faltas serem revistas desde que os professores concordem na reposição das aulas. "Se houver a reposição, a falta pode ser retirada sim", afirmou. A ideia dos professores é repetir a estratégia hoje, ao menos nas principais cidades, caso de Curitiba e Londrina. Considerando também a paralisação de fevereiro, os quase um milhão de estudantes, das 2.158 escolas paranaenses, perderam 60 dias letivos. 

TRANSPORTE
Segundo Ana Seres Comin, a dificuldade em fechar mais cedo o ano letivo está no fato de que alguns municípios terão problemas em arcar com o transporte público escolar aos sábados. A secretária disse que as reivindicações feitas pela categoria durante a paralisação de 29 dias em fevereiro foram atendidas. A segunda paralisação, que completa hoje 30 dias, começou em protesto contra as mudanças na ParanaPrevidência e ganhou mais força com a proposta do governo estadual em reajustar o salário dos servidores em 5% em duas parcelas. A categoria quer pelo menos a reposição da inflação do período, índice que chega a 8%. 

Ana Seres solicitou que os pais procurem saber se a escola em que o filho estuda voltou a funcionar pelo menos parcialmente. "Nós temos várias escolas abertas, várias escolas funcionando totalmente e parcialmente. Eu peço aos pais que verifiquem na comunidade como está o andamento da escola de seus filhos. Se ela estiver com professores, servidores, que os pais mandem os seus filhos para as escolas", afirmou Ana Seres Comin, lembrando que muitos alunos estão deixando de ir para o colégio, mesmo com a unidade funcionando parcialmente. 

Com base em números da última sexta-feira, a Seed informou que das 2.158 escolas estaduais do Paraná, 227 estão funcionando normalmente (10,5%), 352 permanecem fechadas totalmente e o restante funciona parcialmente.
Adriana De Cunto
Reportagem Local

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